Dizem que Florianópolis é a ilha da magia. Alguém duvida? Por ser uma cidade muito bonita, Florianópolis provoca mesmo paixões. Mas não é só isso. A cidade também desperta em muita gente uma vontade enorme de se mexer. É a capital brasileira campeã em atividade física. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, uma em cada quatro pessoas que moram na cidade faz algum tipo de exercício. Veja a matéria do Globo Repórter, da Rede Globo, de 04 de maio.

Patrícia saiu de São Paulo. “Era trabalho casa- casa- trabalho e trânsito”, lembra a coordenadora de eventos Patricia Sallum. Depois que o casal mudou para Floripa não encontrou mais desculpas para ficar parado.

“Você tem muito espaço livre para praticar atividade. Você está em casa. Pô, vamos dar uma volta, vamos numa praia, vamos numa trilha, vamos subir um morro”, administrador de empresas diz Ricardo Sallum. “Perdi 11 quilos e isso é ótimo”, comemora Patricia.

Tatiana também não precisa ir longe para entrar num ritmo saudável. Basta atravessar a rua e cenário é de tirar o fôlego. “Este paraíso todo é o jardim da minha casa”, brinca Tatiana. Juntos mãe e filho fazem uma “maratona” diária de 40 minutos.

“Para quem é mãe, a atividade física ajuda muito porque você tem que carregar a criança, aguentar o pique dela, correr para lá e para cá, então tem que estar em forma”, analisa a professora Tatiana Tavares.

Mas nem sempre foi assim. Tatiana só levou a atividade física a sério depois dos 24 anos.
Como a maioria das mulheres brasileiras, a principal motivação foi estética. “Eu tinha engordado um pouquinho”. Mas nesta corrida por uma vida mais saudável elas ainda perdem feio. O número de homens que pratica atividade física regularmente é quase o dobro do número de mulheres.

A explicação pode ser cultural. Tudo começa na infância: enquanto as meninas brincam de boneca, os meninos recebe estímulo para correr atrás da bola. Para eles, muito mais do que para elas, a atividade física se confunde com diversão.

Veja o caso do Ricardo, Ele tem apenas dez anos e uma história de dar inveja: “Eu já fiz natação, ginástica olímpica, atletismo, futsal, surfe e esqui e agora eu estou fazendo judô”, conta Ricardo de Almeida Cezar.

Ah, mas esse menino tem a quem puxar. O avô, com 83 anos, ainda bate um bolão. O pai de Ricardo também não fica para trás, só a mãe nunca gostou muito de se exercitar, mas não tem chance de fazer corpo mole. “Cobrança do pai, cobrança do marido, os filhos já começaram a cobrar também, não, alguma coisa eu tenho que fazer”, diz Andrea de Almeida, médica da mãe.

O empurrãozinho da família ajuda e no fim ela sai ganhando. Que exercício faz bem, todo mundo sabe. Mesmo assim, metade das pessoas que recebem indicação médica para fazer atividade física desiste no primeiro ano. Outras 35% não passam do segundo ano. São poucos os que resistem.

Uma pesquisa feita na Universidade do Estado de Santa Catarina aponta um caminho para transformar o exercício num momento de puro prazer. Quem vê Dona Vanda faceira, nem imagina: ela não conseguia manter uma rotina de atividade física. “Eu quando caminhava, caminhava sozinha. Não tinha amigos e agora eu fiz um grupo de amizades, a gente se diverte”, conta a aposentada Vanda Nagle.

Depois de um ano, os pesquisadores observaram que 95% do grupo continua firme. É quase o dobro da adesão registrada nos programas de exercícios convencionais.

“A gente fica naquele ritmo gostoso, temos este contato humano. Às vezes a gente está tristinha conta para este aí, a professora diz agora trocamos de par, nós vamos para o outro par, já temos este contato aqui também! isto é muito importante para mim e para eles também”, observa Zelina da Silva Cardoso.

E a Dona Vanda recuperou o ânimo de um jeito… “Eu sentia dor nas costas, dor no joelho, dor nas pernas, era aquela dor em tudo. Hoje não, hoje eu rebolo. A dor foi embora a dor, não tem mais dor”, comemora dona Vanda. Ela dispensou até a empregada. “Eu pego a vassoura, ponho música, e danço até com a vassoura”, conta.

Mas será que a dança pode ser assim tão eficaz? “Ah, tudo depende do ritmo. Quando o passo acelera o coração na medida certa faz um bem danado para saúde. E aí, tanto faz: dança, caminhada”, diz. “O melhor exercício físico é o que o sujeito gosta de fazer”, esclarece o cardioologista do esporte Tales de Carvalho. Os pesquisadores descobriram que o mais importante é acelerar os batimentos cardíacos.

Para identificar a frequência ideal os voluntários fizeram testes na esteira. Ao todo, 80% das pessoas que seguiram os programas de atividade física e ficaram de olho no coração disseram que até a vida sexual melhorou. E não precisa muito tempo para sentir a diferença: três meses de exercício físico três vezes por semana já são suficientes.

Atividade física é mesmo um santo remédio”. Oferece os mesmos efeitos que os medicamentos usados para melhorar a ereção no homem e na mulher, dá menos dor, lubrifica mais os órgão genitais, enfim, aumenta a libido, aumenta o prazer”, afirma Tales.

Advogado, pai de seis filho, avô de dez netos, Seu Miguel foi sempre sedentário. “Eu achava ridículo os camaradas correndo na rua”, admite o advogado Miguel Dalívio Braga. Ele só mudou de ideia depois que teve um infarto. E foi então que descobriu: os benefícios são maiores do que ele podia imaginar. “Nossa vida sexual melhorou muito”, conta a esposa. “Existe um desejo de recomeçar e isso é muito bom”, completa ele. Não é a toa que Seu Miguel faz questão de ir tão longe.

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