Presidente do CED/SC pede apoio ao Profissional de Educação Física
Por Júlio Castro*Resgatar o espaço e o tempo perdido e incrementar a atividade física nas escolas afim de que no futuro possam ser revelados talentos para o esporte. Este é o ponto de vista defendido pelo presidente do Conselho Estadual de Desportos (CED) Emanuel Martins. Também professor de educação física, ele destaca a necessidade latente de resgatar os valores e o talento do estudante catarinense a partir do insucesso na última Olimpíada. Emanuel Martins vê com otimismo a participação do Governo Federal e Estadual na implementação de programas e a distribuição de recursos para revelação de atletas.Um dos programas que cita é o Esporte na Escola, instituído pela Secretaria Estadual de Educação. "Felizmente, os nossos governantes chegaram à conclusão que o nosso futuro atleta é a criança de hoje". Nesta entrevista, Emanuel destaca a participação do Conselho Regional de Educação Física no processo e pede mais apoio aos profissionais da área.
Qual a importância do Conselho Regional de educação Física no processo de revitalização da educação física nas escolas?
Emanuel Martins - O CREF, como um grupo de representantes bastante heterogêneo e atuante, tem que estar permanentemente envolvido no alinhamento das diretrizes nacionais e estaduais. Hoje a responsabilidade deste processo é de todos. O CREF, o CED, a Fesporte e a Secretaria de Educação, todo juntos, num único enfoque, vamos trabalhar no sentido de estrutura a educação física no desporto Escolar.
Como está a educação física no âmbito Estadual?
EM - Na mina visão muito pessoal, me incluindo neste processo, acho que ele está relegado a segundo plano.
De que forma?
EM - Quanto ele não tem o seu espaço garantido, quando ele exerce a educação física nas escolas como um detalhe. Quando ele não é importante em relação as outras disciplinas. Quando ele não participa das discussões na formação das escolhas da suas turmas, quando a educação física é feita de uma forma inadequada, quando não temos currículos atualizados e quando não temos instalações físicas e material didático adequado para desenvolver o trabalho.
E como este quadro pode mudar?
EM - Com o apoio dos governos Federal e Estadual, com a consciência do profissional, a participação do CREF, da Fesporte, do CED e da Secretaria da Educação, reformulando alguns valores básicos. A legislação nos dá esta condição e só aplicá-la. A Lei 9.615, de 24 de março de 1998, no seu artigo terceiro, já conceitua a educação física como uma iniciação esportiva praticada no sistema de ensino e em formas assistemáticas de educação. Então está perfeitamente definida na legislação a necessidade da educação física na formação do ser humano. O espaço perdido e que já está sendo rediscutido e reconquistado, está também na conscientização de nossas autoridades superiores. Felizmente, o nosso governo do Estado vem direcionando recursos para as instalações físicas e material didático e determinou que fossem rediscutida a carga horária do professor de educação física, voltando as suas horas complementares ao direcionamento da iniciação desportiva. Esta iniciativa vai despertar talentos, valores. Se não forem formados atletas, serão formados homens, caráter, personalidade no desenvolvimento do aluno.
* Assessor de imprensa do Conselho Regional de Educação Física de Santa Catarina (CREF3/SC)
Emanuel Martins